Me, Myself & I.

Me pego numa segunda, as 22h, com o pensamento transbordando. Uma segunda, pós final de semana de cama, sem nenhuma novidade aparente, e ainda tratando da minha gripe…

Qual a chance de sair um texto bom disso?! Não sei. Só posso dizer que pensei em escrever. Não sobre relacionamentos, não sobre o mundo, mas sobre mim.

Mas eu já escrevi bastante sobre mim, sobre meus relacionamentos, e sobre minha visão de mundo. O que eu escrevo hoje, não foge muito disso… É só uma reflexão que uma xícara de chá me trouxe.

Me pego pensando em tudo o que essa xícara de chá me revelou. E olha, não foi pouca coisa. Mas fiquem tranquilos, ainda não é a minha intenção escrever um livro (ainda, rs).

Estava na minha cama, e comecei a pensar sobre a paz que estava sentindo em tomar minha xícara de chá, acompanhada de 3 bolachas do tipo “Maizena”. A paz de desfrutar desse momento comigo, e só desse momento. Esquecer do resto e sentir o gosto que esse chá e essa bolacha estavam me proporcionando.

Agora você provavelmente está pensando que é um papo de louco (o que não deixa de ser, mas vamos fingir que a pessoa que está escrevendo isso, é normal).

Parei pra pensar que há um ano e pouco atrás, eu não tinha essa paz. Eu simplesmente não conseguia fazer algo por mim e desfrutar do momento. Não tinha um dia sequer em que eu não me preocupasse, ou não me irritasse com a vida que estava vivendo. E isso não se deve a ninguém, a não ser eu mesma.

Agora minha mudança, se deve em grande parte, a uma pessoa que chegou há um ano na minha vida. Meu sobrinho, Zion.

Desde que o Zion veio ao mundo, comecei a questionar algumas coisas sobre mim. Sobre minha vida, e sobre a pessoa que eu gostaria de ser para ele. Portanto, não poderia continuar vivendo da maneira como eu vivia.

Hoje, após um ano e alguns dias de seu nascimento, consigo enxergar que ele me ajudou a encontrar aquilo que eu sempre busquei, mas de maneira errada: o amor.

Passei minha vida buscando em tudo, sem saber que ele sempre esteve aqui, dentro de mim. E eu só precisava olhar para dentro para achar.

Hoje, eu procuro receber tudo, agradecer e deixar a vida seguir o ciclo que precisa seguir. Eu estou exatamente onde deveria estar, e não poderia estar mais feliz.

Eu não fiquei rica, não conheci o mundo inteiro, não tenho o melhor emprego do mundo, mas estou completa e repleta de amor.

Hoje eu consigo desfrutar de um momento comigo, com apenas uma xícara de chá, e eu sinto um orgulho bem grande disso, ein?!

Muitas pessoas dizem que a gente não pode espalhar nossa felicidade por aí. E eu vou te dizer que podemos sim. Podemos muito, podemos sempre.

As pessoas que não são felizes pela felicidade alheia, um dia vão achar sua própria luz, e serem felizes também.

Isso não te impede de ser quem você é. Aliás, a partir do momento que você começa a encarar a vida da forma como ela tem que ser encarada, nenhuma “inveja” vai te tirar do lugar que está destinado a ser seu.

Por enquanto eu sigo aqui, desejando que você fique tão feliz em tomar uma xícara de chá, como eu.

Beijos,

Marina.